Após 21 dias internado, socorrista do Samu se recupera da Covid-19

Hirai Alencar deixou hospital na quarta-feira (Foto: Cedida)

“Não tem sensação pior no mundo do que você procurar o ar desesperadamente e não encontrar”. Assim o condutor socorrista do Samu, Hirai Alencar Gurgel, de 45 anos, descreveu a sensação de passar pela Covid-19. Ele passou 21 dias internado em um leito de UTI no Hospital Rio Grande, em Natal.

A alta hospitalar veio na quarta-feira, 20, e rendeu homenagens dos profissionais de saúde da unidade e também dos colegas de profissão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao homem de 45 anos. Hirai deixou o hospital em uma cadeira de rodas sob aplausos dos amigos e agradeceu o apoio.

“Essa equipe que cuidou de mim não trabalha por dinheiro não, trabalha por amor. É muito carinho e dedicação ao próximo. Eu nunca tinha visto um pessoal tão dedicado em ajudar o próximo. Agradeço a cada, o pessoal da UTI, da higienização e todo mundo. Eu só tenho a agradecer”, disse ao deixar a unidade de terapia intensiva.

O socorrista do Samu acredita que se contaminou enquanto trabalhava. Os primeiros sintomas apareceram no fim de abril. Sentindo dor no corpo, febre, cansaço e falta de ar, Hirai foi levado para a unidade onde permaneceu por três semanas. A confirmação do diagnóstico positivo para o novo coronavírus veio durante a internação.

Depois do exame de tomografia, os médicos constataram que os pulmões de Hirai estavam 70% comprometidos e por isso ele precisou ser entubado por nove dias, quando ficou respirando com a ajuda de aparelhos. “Hoje, eu com certeza posso dizer que nasci de novo”, diz.

“É uma sensação horrível para a gente que está na linha de frente ter que se afastar do trabalho. Além de tudo isso, você ainda tem que lidar com a distância da família e você também não sabe o que está acontecendo no mundo. Foram dias muito difíceis”, lembra o profissional da saúde.

Em casa com a família, Hirai descansa enquanto se recupera totalmente da doença. Por causa da internação ele desenvolveu uma ferida, que está sendo tratada de casa mesmo. “Para quem achou que ia morrer e se recuperou dessa doença terrível, uma feridinha é café pequeno”, brinca. (Com informações G1 RN).

Print Friendly, PDF & Email

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: O conteúdo está protegido !!