Voltalia conclui segundo parque eólico no RN até junho e prevê mais investimentos em Areia Branca e Serra do Mel

VOLTALIA 2 0KVoltalia prevê a expansão dos seus projetos em Areia Branca nos próximos anos

A geradora de energia renovável francesa, Voltalia, iniciará neste trimestre a operação de seu segundo parque eólico no Brasil

Situado em São Miguel do Gostoso, no litoral do Rio Grande do Norte, o empreendimento terá 108 megawatts (MW) de capacidade instalada, em parceria com a estatal elétrica paranaense Copel (49%).

No ano passado, a companhia iniciou a operação de três parques, com um total de 90 MW de capacidade, no complexo eólico de Areia Branca, também no RN. Investimento integral da empresa, os três parques fizeram com que o Brasil respondesse por um terço do volume de negócios do grupo em 2014, de € 27,6 milhões (cerca de R$ 95 milhões). E a meta é manter o país como uma das prioridades para a Voltalia.

“Apostamos na demanda de energia crescente no Brasil, no tamanho do país e nas áreas disponíveis. E apostamos no vento muito bom no Brasil”, afirmou Robert Klein, diretor-geral da Voltalia no Brasil.

Controlada pela Association Familiale Mulliez (AFM), a empresa chegou ao país na segunda metade dos anos 2000, com o objetivo inicial de investir em pequenas centrais Hidrelétricas (PCHs), porém viu perspectivas mais promissoras na área de energia eólica.

0No começo de 2016, a companhia pretende iniciar a operação do parque eólico de Vamcruz, de 93 MW, na Serra do Mel (RN) em parceria com a estatal Chesf e a construtora Encalso. E, em 2018, está prevista a expansão dos projetos em Areia Branca e na própria Serra do Mel. Todos esses empreendimentos já possuem contrato firme de fornecimento de energia, por um período de 20 anos.

Com um portfólio de mais de 1 gigawatt (GW) de projetos para desenvolver no país, a Voltalia pretende participar dos leilões de energia eólica deste ano. Klein considerou atrativo o preço-teto de R$ 179 por megawatt-hora (MWh) definido para eólicas, no próximo leilão de fonte alternativa, marcado para 27 de abril.

“Perante a crise energética, o fato de elevar os preços-teto para motivar investidores para mobilizar os empreendimentos é muito positivo”, afirmou Klein. “A solução (para a crise) é um mix de energia. Mas, pelo menos, a eólica é uma parte da solução que pode ser implementada muito rapidamente”, completou ele.

Empresa também pretende investir em energia solar, diz Robert Klein 

Klein admitiu que a situação econômica do país este ano demanda cautela. “Estamos preocupados com a situação macroeconômica do Brasil. O que todo mundo busca é estabilidade. Estamos vivendo um momento turbulento, porém não podemos esquecer que estamos aqui por longo prazo”.

Também está entre os planos da empresa investimentos na área de energia solar. Mas a companhia ainda não definiu se participará dos leilões do tipo este ano no Brasil. Além disso, a Voltalia desenvolve uma PCH em Oiapoque (AP). O projeto é um dos orgulhos de Klein, que acredita que as pequenas Hidrelétricas podem ser a solução para o abastecimento em regiões isoladas do sistema brasileiro.

Fonte: Valor Econômico

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