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Para o presidente eleito, Glauber Rêgo, o exercício da função exigirá equilíbrio, além da colaboração dos colegas

TJRN elege novos dirigentes para o próximo biênio; Glauber Rêgo será o presidente

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) elegeu, nesta quarta-feira, 7, durante sessão do Tribunal Pleno, os novos dirigentes para o biênio 2027-2028. O desembargador Glauber Rêgo foi escolhido para a Presidência, sucedendo o desembargador Ibanez Monteiro, que foi eleito vice-presidente para a próxima gestão.

A desembargadora Berenice Capuxú foi eleita corregedora-geral de Justiça e o desembargador Saraiva Sobrinho para o novo cargo de corregedor extrajudicial. A desembargadora Sandra Elali assumirá a direção da Escola da Magistratura do Rio Grande do Norte (Esmarn), enquanto o desembargador Cornélio Alves será ouvidor-geral no próximo biênio.

Também foram eleitos os desembargadores Amaury Moura Sobrinho para o cargo de coordenador dos Juizados Especiais e Ricardo Procópio será o diretor da Revista do Poder Judiciário.

Ao agradecer a confiança do colegiado e parabenizar os demais eleitos, o desembargador Glauber Rêgo destacou que recebe a missão com gratidão e consciência da responsabilidade de conduzir o TJRN. O presidente eleito afirmou que o exercício da função exigirá equilíbrio, além da colaboração dos colegas.

Os novos dirigentes para o biênio 2027-2028

“O sucesso do presidente do Tribunal de Justiça é o sucesso do Tribunal. A Presidência estará aberta para receber contribuições e compartilhar entendimentos. Sou humano e estou sujeito a cometer erros. Assim peço que nessas ocasiões, os colegas se aproximem para colaborar com a correção dos caminhos e a proposição de soluções”.

O desembargador Glauber também destacou o compromisso de dar continuidade ao trabalho realizado no Tribunal e reconheceu a contribuição daqueles que o antecederam na Presidência. Ao se referir à responsabilidade da função, enfatizou a disposição de caminhar conjuntamente, buscando acertar e fazer o melhor pela instituição.

Os desembargadores Dilermando Mota e Ricardo Procópio foram eleitos membros do Conselho da Magistratura, que também é composto por membros natos, que inclui a Presidência, Vice-presidência e Corregedoria.

Experiência e continuidade

O atual presidente, desembargador Ibanez Monteiro, celebrou o clima de harmonia da eleição e a perspectiva de transmitir o cargo. Ao abordar sua atuação no próximo biênio, afirmou que levará para a Vice-Presidência a experiência e o conhecimento acumulados na condução do TJRN.

Desembargadora Berenice Capuxú será a nova corregedora-geral de Justiça

O magistrado destacou o crescimento da demanda relacionada aos recursos e citou levantamento estatístico que aponta uma média de 1.600 processos por mês na Vice-Presidência. Ressaltou, nesse contexto, a importância de manter o ritmo de trabalho da unidade e dar continuidade ao atendimento de suas atribuições.

Eleita corregedora-geral de Justiça, a desembargadora Berenice Capuxú agradeceu a confiança dos colegas e afirmou que pretende desenvolver uma gestão clara, honesta e aberta ao diálogo. Destacou que a experiência adquirida ao longo de sua trajetória na magistratura a prepara para o exercício da função e ressaltou a importância da colaboração dos juízes e da troca de entendimentos sobre os assuntos da Corregedoria.

O desembargador Saraiva Sobrinho ressaltou que a Corregedoria Extrajudicial permitirá dividir os trabalhos diante da diversidade de atividades da Corregedoria. Segundo o magistrado, a unidade se dedicará às questões relacionadas aos serviços cartorários.

A desembargadora Sandra Elali agradeceu os votos recebidos para dirigir a Escola da Magistratura (Esmarn). “É uma imensa alegria assumir a direção da Esmarn pelo vínculo forte que possuo. Tenho muito orgulho por ter feito a ata da fundação da Escola ao lado dos desembargadores Manoel Araújo e Caio Alencar”. A desembargadora Sandra destacou ainda, a expectativa de dar continuidade ao trabalho e fazer a Escola crescer e se desenvolver cada vez mais.

Eleito ouvidor do TJRN, o desembargador Cornélio Alves também agradeceu a confiança dos colegas para o desempenho da função no próximo biênio.

Harmonia e diálogo institucional

O decano do TJRN e eleito coordenador dos Juizados Especiais, o desembargador Amaury Moura Sobrinho, destacou a harmonia e a compreensão que marcaram a escolha dos novos dirigentes. Ressaltou o mérito dos colegas para as responsabilidades que lhes foram atribuídas e valorizou o ambiente de consenso da sessão.

“Registro a conclusão de uma sessão para escolha dos novos dirigentes em um clima de aclamação, por unanimidade, que esse espírito seja preservado em benefício do colegiado e dos cidadãos que buscam a Justiça, mantendo uma atuação serena e consciente das responsabilidades institucionais. As divergências são naturais e contribuem para o aprimoramento das decisões e da prestação jurisdicional, quando acompanhadas pelo respeito entre os integrantes da Corte”.

O desembargador Claudio Santos valorizou a disposição do presidente eleito para ouvir os colegas e reforçou a importância da linguagem e do diálogo, parafraseando o filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein “Os limites da linguagem são os limites do meu mundo”. O desembargador Amílcar Maia também cumprimentou os eleitos e desejou paciência no desempenho das responsabilidades da próxima gestão.

O juiz convocado Ricardo Tinôco parabenizou os eleitos e destacou os atributos do desembargador Glauber Rêgo para conduzir o Tribunal no próximo biênio. O magistrado também saudou o atual presidente Ibanez Monteiro e os demais escolhidos, com reconhecimento especial à dedicação da desembargadora Sandra Elali à Esmarn.

A juíza convocada Alba Paulo desejou sucesso aos novos dirigentes e parabenizou a desembargadora Sandra pela eleição para a direção da Escola da Magistratura, tendo em vista sua trajetória e dedicação a Esmarn, além de sua participação como cofundadora, ao lado do desembargador Virgílio de Macedo.

Ao encerrar as manifestações, os integrantes do colegiado desejaram sucesso aos eleitos e reforçaram a importância da colaboração e do diálogo no exercício das novas funções. Os dirigentes conduzirão os trabalhos no biênio 2027-2028, com o compromisso de dar continuidade às ações do Tribunal e aprimorar a prestação dos serviços à sociedade.

Fotos: Divulgação/TJRN

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