Suplente em exercício diz que o vereador ganha bem e critica ausência dos colegas

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Roberto Gonçalves e “Chico Lopes” durante a solenidade da Câmara, ontem (Foto cedida por: Erivan Silva)

Durante a posse da nova mesa diretora da Câmara Municipal de Areia Branca para o biênio 2011-2012, o suplente de vereador no exercício do mandato, Roberto Gonçalves de Melo (PP), não poupou críticas aos vereadores que não compareceram à solenidade, classificando as ausências como um desrespeito aos colegas ora empossados.

Para Roberto Gonçalves, alguns colegas da atual legislatura estão deixando a desejar, pois faltam muito às sessões e, assim, deixam de cumprir o verdadeiro papel de representante do povo que os elegeu para o cargo. “São apenas duas sessões por semana, dá para conciliar com outros afazeres e comparecer a este plenário em dia de sessão”, reforçou.

O edil também falou que o vereador em Areia Branca ganha bem, e para justificar seus vencimentos o mínimo que eles podem fazer é comparecer às sessões. “Ruim é para quem ganha salário mínimo e tem que se manter e manter sua família com esse valor. Mas nós, vereadores, ganhamos muito bem”, reafirmou.

As colocações de Roberto Gonçalves provocaram algumas reações, principalmente no tocante à questão do vereador ganhar bem. “Não vejo a coisa bem assim, colega, pois pesa sobre os ombros do vereador uma pesada carga de responsabilidade, principalmente responsabilidade social. E, mesmo, todos sabem que o gabinete do legislador é a primeira porta que o cidadão entra na hora das necessidades”, rebateu o vice-presidente empossado ontem, vereador Francisco Lopes da Silva, “Chico Lopes” (PTB).

Outra polêmica levantada durante o ato solene foi sobre uma colocação feita dias passados pelo vereador Alderi Batista de Souza (PPS). No plenário da casa, o edil reproduziu comentários que segundo ele ouviu nas ruas, de que “essa atual legislatura é a pior da história da Câmara Municipal de Areia Branca”.

Os vereadores repudiaram o comentário e disseram que “o colega Alderi Batista não pode se esquecer que faz parte da atual legislatura, de forma que também estaria inserido nesse contexto”.

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