“A Soma Dá Mais de 300” sai nesta segunda, à tarde, arrastando todas as tribos

A SOMA DÁ MAIS DE 300 2[3]Segunda-feira de Carnaval, com A Soma nas ruas de Areia Branca

O bloco “A Soma Dá Mais de 300” sai apenas uma vez a cada carnaval, na segunda-feira, não tem venda de abadás nem regras ou critérios a serem seguidos. Cada um vai do jeito que estiver ou quiser, a regra básica é dar asas à imaginação, abusar da criatividade. Figuras bizarras e irreverentes surgem de todos os lugares, transformando as ruas da cidade literalmente num palco de horror.

No fundo, o bloco “A Soma” é um resgate dos saudosos carnavais com orquestras de frevo, fantasias e animação ilimitada. Os próprios coordenadores do bloco se surpreendem a cada ano com o grande número de pessoas que adere à brincadeira. “A Soma” se agiganta.

A origem do nome “A Soma Dá Mais de 300” é, de fato, bem interessante. Em 1999, Areia Branca vivia o auge dos barzinhos e próximos à Praça da Conceição sempre existiram bons ambientes para o lazer. A lojista Neide Melo, uma das fundadoras do bloco “A Soma”, estava com outras amigas numa mesa na calçada de uma pizzaria, quando o jovem Jean Carlos (já falecido) que estava sentado, bebericando, numa outra mesa próximo a elas, gritou de lá: “Somando aí, dá mais de 300”. Ele se referia ao somatório das idades das ocupantes da mesa.A SOMA FIGURASTodos se encontram na Soma, onde a criatividade é a palavra de ordem 

A brincadeira pegou, pois dias depois, com o advento do Carnaval, Neide Melo, Jeane Araújo, Rejane Melo, Doralice Medeiros, entre outras amigas, resolveram criar o bloco “A Soma Dá Mais de 300”, que no primeiro ano saiu com uma média de 20 pessoas, usando como fantasia camisetas usadas onde cada uma delas colocou a idade.

A partir do primeiro ano a residência da família de Neide Melo se tornou uma espécie de sede do bloco “A Soma”. Ela e sua mãe, a comerciante Francisca Melo, mais conhecida por dona “Francisca de Nazir”, dedicam atenção especial ao bloco. Apesar de não haver venda de abadás, todos os anos na véspera do concurso para escolha do Rei Momo e da Rainha do Carnaval elas mandam confeccionar lotes de camisas com estampa do bloco e vendem a preço acessível para as pessoas usarem na praia no dia do evento, como forma de popularizar mais ainda “A Soma”.NEIDENeide Melo, uma das fundadoras do bloco

Hoje, dizer quantas pessoas brincam no bloco não é tarefa fácil. No ano passado, por exemplo, a estimativa foi entre 8 mil e 10 mil pessoas. Para este ano, a perspectiva é que esse número aumente consideravelmente.

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