Professores da rede estadual decidiram entrar em greve por tempo indeterminado por quebra de compromisso do governo

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Na assembleia realizada hoje, a categoria decidiu deflagrar a geve (Foto: Pedro Andrade/ celular/Tribuna do Norte)

Os professores  da rede estadual de Educação, em assembleia, decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira, 29. Os profissionais cobram cumprimento de acordos entre a categoria e o Governo do Estado. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Rio Grande do Norte (Sinte/RN), dois acordos entre os profissionais e o Governo foram firmados em 2013.

O Sinte afirmou que o Executivo não pagou o abono prometido aos funcionários das escolas e da Secretaria de Educação, assim como não teria procedido o aumento de 5% na chamada “letra”, que é o reajuste salarial concedido aos professores, de acordo com novas qualificações e tempo de serviço, para progressão horizontal.

Além disso, os professores também afirmam que as horas extras referentes aos trabalhos entre abril e dezembro de 2013 não foram pagas. A categoria cobra que o Executivo proceda o pagamento já na folha de pagamento do mês de fevereiro, além do reajuste da letra e dos abonos aos servidores.

Segundo a presidente do Sinte/RN, Fátima Cardoso, a cobrança é feita para a próxima folha porque “a secretaria não disse que não tinha dinheiro”. Para encerrar a greve, os professores exigem ainda que o Executivo encaminhe à Assembleia Legislativa quatro projetos de lei que tratam sobre benefícios e a carreira dos professores. O conteúdo das propostas, das quais três estariam prontas desde 2010, não foi revelado pelos professores.

Para a secretária de Estado da Educação, professora Betania Ramalho, a falta de justificativas concretas para a greve levanta sérios questionamentos sobre a atuação política do sindicato que, em ano eleitoral, busca atingir o governo por meio de uma secretaria que não tem medido esforços para corrigir o rumo da Educação. “Com as vantagens garantidas pela governadora, estamos zerando uma pauta que há muito tempo não era cumprida. Deixo claro que não fazemos isso em função do sindicato. Esse é o nosso compromisso direto com os professores”, disse a secretária.

Com a greve, o início do ano letivo na rede estadual ainda vai depender das negociações entre o governo e o sindicato da categoria.

Reivindicações dos professores estaduais

– Revisão do Plano de Carreira do Magistério
– Pagamento de uma Letra para os professores
– Redimensionamento do porte das escolas e gratificação dos diretores
– Modificação da portaria 731/2003
– Permanência da Letra quando da Promoção Vertical
– Mecanismo de Concessão de Licenças-prêmios
– Ajuste do déficit na correção salarial de 2013
– Complementação na base salarial dos funcionários da educação
– Convocação dos concursados

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