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Vereadora Brisa Bracchi pode ter o mandato cassado (Foto: Francisco de Assis)

Presidente da Câmara de Natal convoca dois suplentes para votar cassação de Brisa Bracchi nesta terça

O presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Ériko Jácome (PP), assinou ato nº 28/2025, designando para as 9h desta terça-feira, 18, a abertura da sessão de julgamento no processo que pode cassar o mandato da vereadora Brisa Bracchi (PT). No mesmo ato, ele convocou os suplentes de vereadores Albert Dickson (União) e Júlia Arruda (PC doB) para substituírem os vereadores Matheus Faustino (União Brasil), autor da denúncia, e a própria Brisa, como denunciada.

A Mesa Diretora da Câmara também editou um ato normativo que estabelece a restrição de acesso ao público externo, limita a presença no Plenário e define regras de segurança e circulação durante a sessão. Não haverá acesso de público externo a nenhuma dependência da Casa Legislativa durante todo o dia.

A sessão será transmitida integralmente e ao vivo pelos canais oficiais da Câmara Municipal, assegurando publicidade e transparência do ato.

A Comissão Especial da Câmara Municipal de Natal aprovou, nesta segunda-feira, 17, por dois votos a um, o parecer do relator Fúlvio Saulo (SD) que recomenda a cassação do mandato da vereadora Brisa Bracchi. O colegiado foi criado após o plenário da Casa decidir, em agosto, pelo recebimento da denúncia apresentada pelo vereador Matheus Faustino (União), que acusa Brisa de empregar recursos de emenda parlamentar em um evento de caráter político-partidário, o “Rolê Vermelho”.

Relator do processo, Fúlvio Saulo afirmou que a análise comprovou o uso de recursos públicos em um ato com conteúdo político. Segundo ele, a vereadora extrapolou suas atribuições ao convocar a população para um evento que, na avaliação do relator, teve conotação político-ideológica. “O evento passou a ter cunho político. Mesmo que o pagamento aos artistas tenha sido cancelado, o ilícito aconteceu quando houve convite para ato político e destinação dos recursos”.

O vereador Daniel Valença (PT) apresentou voto divergente e disse que a denúncia fez interpretação diferente do que a legislação versa sobre a destinação de recursos públicos. Ele afirmou que pareceres técnicos respaldaram a legalidade da atividade. “Ao longo do processo ficou nítido que não houve nada de partidário nessa atividade. Vamos trabalhar para que parte da bancada governista tenha um mínimo de senso de justiça, de retidão, de ética e negue esse parecer”, frisou.

Mas a presidente da comissão, vereadora Anne Lagartixa (SD), acompanhou o parecer do relator, dando maioria à cassação. Ela considerou que as oitivas e documentos apresentados à comissão comprovaram que o evento tinha motivação política. “A Casa precisa agir com transparência, com compromisso, seriedade. Eu espero que os vereadores ajam conforme a orientação do relator”, afirmou.

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