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Operações devem movimentar 250 mil toneladas de frutas e reforçar a posição do RN no mercado internacional

Porto de Natal inicia exportação da safra de frutas 2026-2027 com projeção de R$ 1,42 bilhão

A manhã desta sexta-feira, 21, marcou o início oficial da temporada de exportações de frutas pelo Porto de Natal. Ao lado de trabalhadores, produtores, empresas e representantes da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), a governadora Fátima Bezerra (PT) participou do anúncio oficial da safra 2026-2027, celebrando um momento que traduz a força de uma atividade que gera emprego, renda e oportunidades em diferentes regiões do Estado.

A Codern projeta o embarque de 250 mil toneladas de frutas para o mercado externo, com uma movimentação financeira estimada em R$ 1,42 bilhão. O resultado representa crescimento de 4,4% em relação à safra anterior, quando foram exportadas aproximadamente 240 mil toneladas, responsáveis por uma movimentação de R$ 1,36 bilhão. A nova safra representa o trabalho de milhares de pessoas envolvidas em uma cadeia que começa nos campos do interior potiguar e chega aos mercados consumidores da Europa e do Reino Unido.

Trabalho, emprego e renda

A governadora Fátima Bezerra destacou os avanços da fruticultura potiguar. “O Rio Grande do Norte vive um novo momento no setor com avanços que ampliam a competitividade do Estado e fortalecem sua presença no mercado internacional. Quando assumimos o governo as exportações de frutas movimentavam cerca de US$ 135 milhões. Em 2025, esse valor chegou a aproximadamente US$ 268 milhões, e a expectativa é alcançar US$ 300 milhões até o final de 2026″.

A governadora ressalta que o crescimento representa mais do que o aumento do valor das exportações. “Significa geração de emprego, renda e novas oportunidades para os potiguares, além da atração de investimentos para o setor. Com a chegada das águas do Rio São Francisco, o Estado passa a contar com maior segurança hídrica, criando condições para ampliar a produção e acelerar, nos próximos anos, um processo de expansão que levou décadas para ser construído”.

A operação envolve a parceria entre a Codern e a Agrícola Famosa e reforça a importância da estrutura portuária para a competitividade da fruticultura potiguar. Atualmente, o Porto de Natal responde pelo escoamento de aproximadamente 70% do melão e da melancia destinados aos mercados da Europa e do Reino Unido.

A cada embarque, a produção dos municípios do interior percorre um caminho que reúne estradas, transporte, armazenamento, distribuição e operações portuárias até chegar aos navios que seguem para o mercado internacional. Essa integração transforma a produção agrícola em atividade econômica, circulação de renda e oportunidades de trabalho em diferentes pontos do território potiguar.

Frutas do Rio São Francisco

“Hoje, estamos apresentando resultados concretos, com recordes de exportação e a expectativa de movimentar mais de R$ 1 bilhão somente pelo Porto de Natal. Para nós, é motivo de orgulho ver o terminal retomando seu papel estratégico e contribuindo para o desenvolvimento da fruticultura, da economia e da geração de empregos no Estado”, celebrou o diretor-presidente, da Codern, Paulo Henrique Macedo.

Além da produção potiguar, o Porto de Natal também vem ampliando sua atuação no mercado internacional com o embarque de frutas provenientes do Vale do Rio São Francisco. A diversificação da origem da produção fortalece o terminal como importante corredor de exportação de frutas, amplia o volume movimentado e contribui para consolidar sua participação no comércio internacional do setor.

Números da fruticultura

A importância da fruticultura para a economia do Estado também aparece nos números das exportações. No primeiro semestre de 2026, o setor movimentou US$ 113,1 milhões, com aproximadamente 143,2 mil toneladas de frutas embarcadas para o exterior.

“A fruticultura potiguar vive um momento de grande expansão, com a expectativa de chegarmos nesta safra perto de US$ 300 milhões em exportações, o equivalente a cerca de R$ 1,5 bilhão. Temos um cenário muito favorável, com a melhoria da infraestrutura portuária, a ampliação dos mercados internacionais e novas oportunidades a partir do acordo entre União Europeia e Mercosul. Com a segurança hídrica que poderá ser ampliada pela transposição do São Francisco, o Estado terá condições de avançar também na fruticultura permanente, especialmente com manga e uva. Esse ambiente de segurança jurídica, investimentos e apoio do Governo tem estimulado a implantação de novas áreas produtivas, gerando emprego, renda e desenvolvimento no Vale do Açu, na Chapada do Apodi, em Mossoró e em toda a região Oeste.”, avaliou o secretário de Agricultura, Guilherme Saldanha.

Participaram do anúncio o secretário de Desenvolvimento Econômico Layre Rosado Neto; o Secretário de Assuntos Federativos, Luciano Santos; O diretor técnico e comercial da Codern, Paulo Sidney e o diretor administrativo e financeiro da Codern, Hugo Alexandre Menezes Fonseca.

Fotos: Humberto Sales

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