Policiais militares do RN anunciam que entrarão em greve na próxima segunda-feira por tempo indeterminado

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Policiais militares e bombeiros em frente à Assembleia Legislativa (Foto: Reprodução/Jornal de Hoje)

Os policiais militares do Rio Grande do Norte entrarão em greve na próxima segunda-feira, 19. De acordo com as associações representativas da categoria, o motivo da paralisação é que o Governo não teria dado nenhuma resposta às reivindicações que foram feitas nos últimos meses.

“Quando paralisamos as atividades no dia 22 de abril, a cúpula do Governo nos chamou, falou que iria encaminhar a Lei de Promoção de Praças para a Assembleia Legislativa, o que realmente aconteceu, e que iria discutir as outras reivindicações e nos dariam uma resposta, mas até agora isso não aconteceu. Os policiais estão se sentindo extremamente enganados pelo Governo. Semana passada, decidimos em assembleia que iríamos parar no dia 19 e iremos fazer isso”, declarou o presidente da Associação de Cabos e Soldados do Estado (ACS-RN), Roberto Campos.

Roberto ainda disse que acredita que a paralisação deve mobilizar quase 100% da categoria, já que até mesmo os oficiais devem participar. “Na paralisação do dia 22, os oficiais participaram em apoio aos praças, já que a principal pauta era a Lei de Promoção de Praças. Mas agora as reivindicações vão beneficiar a todos da corporação, desde os praças até o policial da reserva. Se a outra paralisação atingiu mais de 80% da categoria, agora eu acredito que vai chegar perto dos 100%”, afirmou.

A única maneira dessa greve não acontecer, seria o Governo apresentar alguma proposta para os policiais. “Definimos que iremos paralisar na segunda-feira. Porém, se até lá o Governo nos chame para alguma negociação, nos apresentar alguma resposta, nós iremos reunir a categoria e decidir se realmente vamos parar. Mas até agora estamos aguardando. O que Governo está fazendo é uma falta de respeito com os PMs”, frisou o presidente da ACS-RN.

Dentre os pontos que estão sendo pedidos, está o reajuste de 15% do subsídio, que há dois anos não é feito pelo Estado, devido enquadramento dos níveis remuneratórios, pagamento do terço de férias ainda referente a 2012, integralização dos vencimentos dos que foram promovidos e ainda não recebem de acordo com a graduação, revisão da lei e reajuste da Diária Operacional, admissão de etapa alimentação como verba indenizatória, revisão do estatuto da PM em relação à carga horária e substituição do Regulamento Disciplinar da PM pelo Código de Ética. (Com informações do Jornal de Hoje, Natal).

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