Poeta e escritor Caio César Muniz homenageia Kátia Luz no jornal O Mossoroense deste domingo

0 caioCaio César Muniz dedica seu espaço de hoje, no “Recitanda” , à saudosa Kátia Luz (Foto: Ednilto Neves)

Na próxima terça-feira, 2, Dia de Finados, completa um mês da morte da areia-branquense Kátia Luz, estudante do curso de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), em Mossoró.

A universitária de 22 anos morreu no dia 2 de outubro, quando o veículo em que viajava de Areia Branca para Mossoró capotou na BR-110.

O fatídico acontecimento teve ampla repercussão em Areia Branca, onde a universitária residia com a família, e na região. No meio acadêmico foi grande a comoção, principalmente pelo fato de Kátia Luz ser muito querida pelos professores e amigos de curso.

Na edição deste domingo, 1º de novembro, do jornal O Mossoroense, o poeta e escritor Caio César Muniz, colega de curso de Kátia Luz, presta uma homenagem àquela que era vista como uma grata revelação da nova geração de comunicadores.

O primoroso texto de Caio César Muniz sobre Kátia Luz, está no “Recitanda” de hoje, no caderno Universo. O Blog reproduz integralmente, como forma de ampliar a homenagem à jovem extrovertida e cheia de vida que deixava um rastro de luz por onde passava. Leia.

O tempo foi muito curto para dizer que fizemos uma destas amizades que se eternizam, mas, por ironia do destino, vai se eternizar a lembrança da menina franzina que estava sempre cantando, desenhando, mas atenta a cada nova explicação dos professores.

Foi grande e provou que tudo que quisesse ser na vida, poderia ser. Em sua passagem breve aqui entre nós, conseguiu concluir uma graduação e já estava na metade de outra faculdade, era locutora de rádio, cantora, desenhista, humanista, tinha luz própria.

No nosso curso de Comunicação Social, diz-se sempre o sonho de alguns é chegar a tão sonhada Rede Globo. Deve realmente ser para alguns. Ela mostrou, que, se quisesse, chegaria lá. Ainda botou os pés e as mãos na fechadura da poderosa “vênus platinada”.

A última vez que a vi brilhando foi no lançamento do livro do poeta Genildo Costa. Ela fazia a cobertura fotográfica do evento juntamente com outros colegas do nosso curso.

Estava acompanhada dos seus pais e eu lhes disse o que pensava sobre a pequena: vocês tem uma menina de ouro! E tinham mesmo.

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Mas, quem é que pode decifrar os enigmas desta vida – ou da morte? E então, em mais um dia de batalha vencida por aquele anjo de luz, uma destas fatalidades da vida, subitamente a leva para outro plano.

O nosso curso ficou mais triste sem a presença da “menina-luz” e nem todas as homenagens que possamos lhes fazer suprirão esta falta, e isto é muito ruim.

Aos seus pais, no dia em que fui me despedir dela pela última vez, nada consegui dizer. Um nó na garganta e as lágrimas incontidas impediram-me de repetir o que eu já havia lhes dito no lançamento de Genildo.

A eles, nada resta senão esta dor que sempre vai estar presente, mas, se isto os pode consolar – espero que ao menos amenizar – saibam que a sua menina veio ao mundo para brilhar e brilhou.

Foi grande em tudo que fez e deixou um rastro de luz por onde passou.

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