Peça "Deusa Negra", da Escola Estadual Cônego Ismar Fernandes, abriu as apresentações do Festuern 2013

KÁTIA LUZ OKKátia Luz (à esq.) interpretando “Rosa”, personagem principal da peça “Deusa negra” (Foto/Reprodução: Facebook)

A peça “Deusa Negra”, representando a Escola Estadual Cônego Ismar Fernandes de Queiroz, de Areia Branca, abriu as apresentações do Festival Escolar de Teatro da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Festuern) no palco do Teatro Municipal Dix-huit Rosado, em Mossoró, na sexta-feira, 25.

A programação, com apresentação de espetáculos, segue até a próxima quinta-feira, 31, com cinco apresentações por dia, sendo três à tarde, das 14h às 17h, e duas apresentações à noite a partir das 19h. Em cada dia de espetáculo um artista plástico da região é homenageado.

O festival é promovido pela Pró-Reitoria de Extensão da Uern desde o ano 2003. Objetiva promover, difundir e divulgar as manifestações artístico-culturais, como bem social indispensável na formação integral da pessoa humana a partir da valorização da escola e da universidade como espaço de produção de cultura e conhecimento.

Com relação à pela “Deusa Negra”, que abriu a série de apresentações na sexta-feira, o espetáculo é uma mistura de romance e drama, que retrata o período abolicionista e o modo de vida dos senhores feudais.

Este ano a personagem principal, “Rosa”, foi interpretada por Kátia Luz. Trata-se de uma escrava liberta que, partindo da conquista de sua liberdade faz de tudo para tirar a família e o homem amado da realidade que ainda os aprisiona. Para ela, fazer teatro não é uma experiência recente, mesmo assim, o festival sempre surge como uma nova oportunidade, não só de projeção, mas de transformação.

Para Kátia Luz, o evento proporciona uma reflexão sobre a arte como motor social, tendo em vista que estimula o desenvolvimento dos estudantes.

A estudante Mirelly Ticiane, que também integra o elenco da peça, já teve experiências no grupo teatral da instituição, mas para ela essa é a primeira vez no festival universitário. Aparentemente muito tímida, ela se esquece a inibição quando está em cena. “Quando eu subo ao palco é como se fosse uma terapia para mim, eu esqueço de tudo”, admite.

E foi assim, com essa desinibição que ela deu vida a “Malvina”, uma escrava que não se reconhece como tal e quer imitar sua senhora.

“Deusa Negra” foi dirigida pelo professor Georgino Nobre, que pela terceira vez acompanha a Escola Estadual Cônego Ismar Fernandes no festival. Para ele, a experiência é sempre positiva e o rendimento dos alunos está sendo satisfatório. O professor também confirma que o festival vem somar com as atividades realizadas em sala de aula, pois a arte, como lembra, não atrapalha.

Nesta segunda-feira, 28, às 19h, mais um grupo teatral de Areia Branca subiu no palco do Teatro Dix-huit Rosado, para apresentar o espetáculo “Ah’ Diabo”, da Escola Estadual Desembargador Silvério Soares.

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