Paciente com quase 300 quilos consegue leito de UTI na Justiça e hospital junta duas camas para recebê-lo

Carlos Alberto Félix da Silva no Hospital Regional de João Câmara (Foto: Cedida)

A família de Carlos Alberto Félix da Silva conseguiu na Justiça o direito a um leito de UTI em um hospital de Natal para que ele possa receber o tratamento adequado e passar por um procedimento de cirurgia bariátrica. O homem de 41 anos pesa cerca de 300 quilos e, sem cama que suporte o seu peso, está internado em um colchão no chão do Hospital Regional de João Câmara, a 74 km da capital, desde a última segunda-feira, 23.

Ele será transferido para o Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, que já havia aceitado a transferência do paciente antes mesmo da decisão judicial. Para recebê-lo, o hospital preparou uma cama adaptada, unindo duas que suportam até 200 quilos. “Elas foram juntadas e poderão recebê-lo sem ter que ficar no chão”, explicou o diretor da unidade, André Prudente.

Cama foi adaptada para receber paciente (Foto: Cedida/Hospital Giselda Trigueiro)

Segundo a família, outro problema é a falta de ambulância apta para realizar tal transferência. A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) disse em nota que além de adequar o Hospital Giselda Trigueiro, está trabalhando com o “Hospital Universitário Onofre Lopes – que é referência em casos de obesidade mórbida – para definir a logística e suporte adequados ao caso em questão”.

A pasta reforçou que “não tem medido esforços para agilizar a transferência e a expectativa é que o paciente seja encaminhado para o Giselda Trigueiro ainda nesta sexta-feira, 27”.

Homem com cerca de 300 quilos vai ficar em cama adaptada (Foto: Cedida)

Carlos Alberto foi levado ao hospital de João Câmara na noite de segunda-feira, com dificuldade de respirar, com lábios e dedos roxos. Também apresentou batimentos cardíacos fracos. Na quarta-feira, 25, a equipe médica intubou o paciente para ele respirar com ajuda de aparelhos.

Na oportunidade, sobre o fato de o paciente se encontrar em um colchão no chão, a direção do Hospital Regional de João Câmara informou que “devido à doença crônica que o paciente possui, tem feito o possível para deixá-lo o mais cômodo possível”. (Com informações G1 RN).

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