MEC não cogita marcar novo exame e tenta reverter pedido de suspensão da prova

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira, 8, que o Ministério da Educação (MEC) recebeu um número relativamente pequeno de relatos de problemas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicado neste fim de semana para 3,3 milhões de estudantes em todo o país.

Haddad disse que não cogita marcar um novo exame

De acordo com Haddad, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) ainda investiga o número exato de candidatos prejudicados, mas que, até a tarde desta segunda, o número de casos estava abaixo da estimativa inicial de 2.000 estudantes. O MEC disse que, até agora, identificou apenas uma escola inteira em Sergipe que não conseguiu trocar as provas com questões repetidas ou faltando, além de outros casos, isolados, em todo o país.

Ele afirmou que, na maior parte dos casos, os estudantes que receberam provas com defeito conseguiram trocar as provas. Ele afirma que havia um grande número de provas sobressalentes e também várias provas sobrando, já que a abstenção foi de 29%.

Sobre a suspensão da prova, determinada pela Justiça Federal do Ceará, o ministro disse que a consultoria jurídica do MEC tentaria reverter a decisão. Os advogados vão prestar esclarecimentos sobre a metodologia do Enem, e, caso não convençam a juíza, vão recorrer da decisão. Haddad disse que outras liminares (decisão provisórias) já tentaram suspender o Enem no passado, mas que em todas as ocasiões as decisões foram revistas.

Haddad defendeu que o Enem é “absolutamente sustentável” sob o ponto de vista técnico e disse que não cogita marcar um novo exame. (Com informações da Folha.com).

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