Janeiro roxo: no mês de luta contra a hanseníase municípios devem dar visibilidade ao tema

A hanseníase tem cura e o tratamento é gratuito pelo SUS (Foto: Reprodução)

Desde 2016, o Ministério da Saúde oficializou o mês de janeiro para a conscientização sobre a hanseníase e a cor roxa para pontuar as campanhas educativas sobre a doença.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio do Programa Estadual de Controle da Hanseníase do Rio Grande do Norte (PECH-RN), incentiva a Mobilização para Enfrentamento da hanseníase no mês de janeiro e recomenda que os municípios deem visibilidade ao tema, mobilizando os gestores, profissionais e toda a população.

No Rio Grande do Norte, no período de 2011 a 2020, foram diagnosticados 2.466 casos novos de hanseníase, uma média aproximada de 250 casos novos/ano. Em 2021 foram 186 casos novos, sendo 43 na Grande Natal. Somente o município de Mossoró, considerado área endêmica para a doença, registrou 53 casos novos em 2021.

“Orientamos os municípios a organizarem suas ações de mobilização e prestamos todo o apoio técnico. Aqui no estado o hospital Giselda Trigueiro é a referência no atendimento aos casos mais graves da doença, como reação hansênica ou recidiva. Mas todo o diagnóstico e tratamento – que dura de 6 a 12 meses – devem ser feitos na atenção básica”, explicou Wilka da Silva, responsável técnica pelo Programa Estadual de Controle da Hanseníase.

A doença

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa, de evolução lenta, que se manifesta principalmente através de sinais e sintomas dermatoneurológicos: lesões na pele e nos nervos periféricos, principalmente nos olhos, mãos e pés. Pode causar deformidades físicas caso o paciente não seja diagnosticado precocemente e o tratamento não seja realizado de forma oportuna.

A transmissão ocorre quando uma pessoa com hanseníase, que não faz o tratamento, elimina no ar, por meio da fala, tosse, espirro, o microrganismo, infectando outras pessoas

A hanseníase pode aparecer de diversas formas dependendo do organismo. Pode se manifestar como mancha esbranquiçada, avermelhada ou amarronzada, única ou múltiplas.

As lesões são bastante distintas entre si e podem ser confundidas com outras doenças de pele, por isso é imprescindível não se autodiagnosticar ou automedicar e sempre consultar um médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima à sua casa se tiver qualquer suspeita de estar com hanseníase.

Tratamento

A doença tem cura e o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente do diagnóstico ao tratamento, nas Unidades de Saúde da Atenção Primária.

O tratamento da doença é realizado com a poliquimioterapia, uma associação de antibimicrobianos, recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Os medicamentos são seguros e eficazes. O paciente deve tomar uma dose mensal supervisionada pelo profissional de saúde. E as doses diárias são realizadas pelo próprio paciente. O tratamento dura 6 ou 12 meses, de acordo com a classificação da doença.

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