Insinuações de que a morte de “Chaguinha da Praça” teria ligações com a atual campanha eleitoral são absurdas

CHAGUINHA DA PRAÇACausa estarrecimento um comentário externado num blog local que induz que o assassinato do taxista Francisco das Chagas da Silva, “Chaguinha da Praça”, tragédia ocorrida ontem, 3, teria ligações com o atual processo eleitoral em Areia Branca. Absurdo, apelativo e inoportuno tal procedimento.

Todos sabem que as campanhas eleitorais em Areia Branca sempre foram marcadas pelo acirramento entre candidatos a prefeito e o eleitor “apaixonado” que não esconde a emoção no andamento do processo. Realmente uma “guerra”, cujas armas são os discursos inflamados nos palanques, mas sem violência física.

“Chaguinha da Praça” era um eleitor como outro qualquer, sem representar risco ou ameça para qualquer candidato ou coligação

O taxista “Chaguinha da Praça” era um cidadão de bem, batalhador, pai de família e amigo de muitos. Era partidário, assim como milhares de areia-branquenses que revelam preferência eleitoral por meio das cores que simbolizam os seus partidos. Discutia política como muitos discutem. Nada de anormal nisso, pois uma campanha mexe com o emocional, gera desavença, às vezes, até dentro de casa.

“Chaguinha da Praça” era um profissional do volante com muitos anos de estrada. Já havia sido vítima de assalto e também a perda de um veículo. Areia Branca conhece a história. São os revezes de uma atividade que tem alto grau de perigo, porque lida com diferentes tipos de pessoas. E o taxista está sempre exposto. Sem contar que hoje se vive meio a insegurança, o governo nada faz para mudar a situação, deixa o cidadão entregue à própria sorte. Somente no espaço de tempo entre o último final de semana e ontem, foram registrados quatro assaltos e um assassinato em Areia Branca. No estado o quadro é surreal. Na semana passada invadiram e assaltaram até a residência do presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE/RN), o ilustre desembargador João Rebouças, que também é areia-branquense. Fora o segundo assalto em sua residência. Um absurdo!

O taxista “Chaguinha da Praça” era um eleitor que tinha sua posição definida em relação a quem iria votar nas eleições do dia 7 de outubro. E todos respeitavam isso. O fato de ser tio de um candidato a vereador novato no cenário político, não fazia dele um homem diferente. Ele era apenas tio de um candidato, como tantos outros que estão na batalha pela eleição dos seus filhos, irmãos, primos, sobrinhos, maridos, esposas, namorados, namoradas, amigos… Por que somente ele teria que ser sacrificado? E qual o peso eleitoral dele (“Chaguinha da Praça”) a ponto de levá-lo à morte? Todos sabem que “Chaguinha da Praça” tinha a sua vida e o seu sobrinho, que também foi taxista, tinha a dele. E nem andavam juntos ultimamente a ponto de alguém imaginar que pudesse atraí-los para uma emboscada onde o candidato seria o alvo dos facínoras. Se o candidato a vereador, seu sobrinho, está incomodando alguém (eleitoralmente) com certeza “Chaguinha da Praça” não seria o “Cristo” nessa história, pois não teria motivo para isso. Politicamente falando.

As autoridades policiais devem, sim, apurar o caso à exaustão até como resposta à sociedade. Um crime dessa natureza não pode ficar impune, pois além do seu impacto junto à família da vítima, inquieta a população. E gera mais insegurança aos taxistas que já assistiram a esse filme antes com a morte brutal de outro colega de profissão, o popular “Sertanejo”, que morreu de forma mais cruel. (Editoria do Blog).

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