II Ursa prestará apoio técnico aos municípios durante a campanha voltada às escolas da rede pública

LIDIANE GARCIA, DA II URSAPLidiane Garcia diz que o sucesso da campanha depende do empenho dos setores envolvidos (Foto: Reprodução)

A II Unidade Regional de Saúde Pública (Ursap), por meio dos Programas Saúde na Escola (PSE), controle da Hanseníase e controle do Tracoma divulga e prestará apoio técnico aos municípios prioritários no que se refere à III Campanha Nacional de Hanseníase, Verminoses, Tracoma e Esquistossomose, de 10  a 14 de agosto, mas os municípios poderão executar as ações até o dia 31 de outubro. A campanha será direcionada a escolares de 5 a 14 anos do ensino fundamental da rede pública.

Os objetivos da campanha a ser realizada nas escolas são reduzir a carga parasitária de geo-helmintos em escolares do ensino público fundamental, por meio do tratamento preventivo, identificar e tratar casos de tracoma nos escolares e identificar casos suspeitos de hanseníase por meio do “método do espelho”.

“Serão abrangidos cerca de 2.300 municípios brasileiros com alta carga das doenças, denominados municípios prioritários, incluindo todas as capitais. Da II Ursap foram contemplados dois municípios: Mossoró e Assu. Os suspeitos de tracoma e hanseníase identificados durante as ações da Campanha são referenciados à rede básica de saúde para a confirmação diagnóstica e tratamento oportuno. A quimioprofilaxia para as geo-helmintíases é realizada na própria escola”, informa a representante do Programa Saúde na Escola (PSE) da II Ursap, assistente social Lúcia Oliveira.

Dados

Hanseníase – Segundo a coordenadora do Programa de Controle da Hanseníase da II Ursap, assistente social, Perpétua Pereira Sales, o Brasil apresenta cerca de 31.000 casos novos/ano da doença, sendo 7% desses casos em menores de 15 anos e vem apresentando redução do coeficiente de detecção. Em 2003 29,37/100.000hab e em 2013 15,44/100.000 habitantes.

“O tratamento da hanseníase é fundamental para a cura do paciente, para fechar a fonte de infecção e interromper a cadeia de transmissão, sendo estratégico na eliminação da doença enquanto problema de saúde pública”, disse Perpétua Pereira Sales.

“A meta é investigar os sinais e sintomas da hanseníase em, no mínimo, 75% dos escolares”, destaca Perpétua Pereira Sales.

Geo-Helmintíases – São infecções intestinais causadas por parasitos que passam parte de seu ciclo de vida no solo, acarretando sua contaminação, bem como da água e alimentos com os ovos ou larvas desses agentes. Estão presentes em todas as Unidades Federadas, ocorrendo principalmente nas zonas rurais e periferias de centros urbanos. Estima-se que, a prevalência varie entre 2 a 36% em municípios de baixo IDH, sendo 70% desses casos em escolares. Recomenda-se o tratamento coletivo periódico em crianças em idade escolar (05 a 14 anos), em áreas onde o acesso aos serviços de saúde e as condições de saneamento básico ainda são deficientes.

Tracoma – Doença infecciosa ocular que acomete a conjuntiva e a córnea e que pode causar a cegueira. Ocorre em todas as regiões do país, com maior prevalência nos municípios com maiores indicadores de pobreza. É considerado um problema de saúde pública enquanto causa de deficiência visual e cegueira. O objetivo do tratamento é a cura da infecção com vistas a interromper a cadeia de transmissão e diminuir a circulação do agente etiológico na comunidade, o que leva à redução da frequência das reinfecções e da gravidade dos casos.

A meta é examinar, no mínimo 80% dos escolares para tracoma, de acordo com normas padronizadas pelo Ministério da Saúde (MS).Os técnicos do Programa de Controle do Tracoma na II Ursap são: Antônio Nascimento Filho, José de Souza Silva e Luiza Oliveira.

“O alcance dos objetivos e sustentabilidade dos resultados das ações depende de diversos fatores, entre os quais, da Educação em Saúde e as ações de educativas durante a campanha têm como intuito contribuir para uma maior difusão de conhecimentos sobre a hanseníase, tracoma e geo-helmintíases em relação aos sinais e sintomas, suspeição e formas de prevenção”, disse a gerente da II Ursap, Lidiane Garcia.

“Para o sucesso da campanha é fundamental o envolvimento das seguintes áreas de interfaces: Atenção Básica, Assistência Farmacêutica, profissionais da Estratégia Saúde da Família (ESF), Agentes Comunitários de Saúde (ACS), Secretarias Municipais de Educação, Secretarias Municipais de Saúde, Vigilância Ambiental, Programa Saúde na Escola (PSE), diretores escolares, professores das escolas envolvidas e gerentes ou diretores das unidades de saúde”, disse a gerente da II Ursap, Lidiane Garcia.

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