Fim da edição impressa d’O Jornal de Hoje após 18 anos de circulação repercute nos meios políticos

0Equipe de profissionais d’O Jornal de Hoje que decretou o fim da edição impressa, ontem (Foto: O Jornal de Hoje)

Um atentado a democracia. Foi assim que o governador do Estado, Robinson Faria (PSD), classificou o fim da edição impressa d’O Jornal de Hoje após 18 anos de circulação. Em nota enviada para a redação deste vespertino, que continuará online, www.jornaldehoje.com.br, o governador lamentou o fato e desejou sucesso para a continuidade do trabalho, agora no campo virtual.

“A população encontra na imprensa uma ferramenta indispensável para exercitar a democracia, que é o pilar fundamental da sociedade. O fechamento do Jornal de Hoje é um atentado a essa democracia. Em se tratando de um veículo como o Jornal de Hoje, que pautou o seu trabalho na independência e na prestação de serviço aos leitores, o fato se torna ainda mais grave e temeroso. Sabemos da luta de toda equipe, comandada pelo jornalista Marcos Aurélio Sá, para manter o impresso em circulação”, afirmou o governador.

0 Robins_Robinson classificou o fim da edição impressa d’O Jornal de Hoje um atentado a democracia (Foto: Reprodução)

Hoje ministro do Turismo da gestão Dilma Rousseff (PT), Henrique Eduardo Alves (PMDB) foi um dos personagens mais divulgados nesses últimos anos na versão impressa d’O Jornal de Hoje. Em alguns momentos envolvido em matérias positivas, como os projetos e obras que tentou trazer para o Rio Grande do Norte. Em outros, em publicações não tão positivas (para ele), mas que precisavam ser feitas pelo interesse jornalístico que os assuntos despertavam.

Mesmos nos maus momentos, entretanto, Henrique Eduardo Alves, pode-se dizer, foi respeitoso com O Jornal de Hoje, demonstrando que respeita a liberdade de imprensa, fator, inclusive, que ele ressaltou nesta fala sobre a última edição do vespertino. “É lamentável falar sobre o fechamento de um jornal. Perde a liberdade de expressão. Aos dirigentes e à equipe de profissionais que fizeram o JH, minha homenagem pela contribuição que ofereceram à história da imprensa potiguar”, comentou Henrique.

O gabinete do ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, não foi o único que repercutiu, em Brasília, o fim da edição impressa d’O Jornal de Hoje. Os deputados federais da bancada potiguar, sobretudo aqueles que foram personagens de várias notícias deste vespertino nos últimos anos, ressaltaram o perfil político que o JH assumiu nos últimos anos.

0 BENRIQUEHenrique  Alves repercutiu, em Brasília, o fim da edição impressa d’O Jornal de Hoje (Foto: Reprodução)

Vereadores dos diversos partidos com representação na Câmara Municipal de Natal opinaram sobre o encerramento d’O Jornal de Hoje, versão impressa que ocorrerá nesta quinta-feira, dia 30 de abril de 2015, após circular ininterruptamente durante quase 18 anos. Franklin Capistrano, PSB, presidente da Câmara Municipal: “O Jornal de Hoje fez história na imprensa do Rio Grande do Norte pelo princípio ético da informação, pela preocupação com a política, a cultura e o esporte. Esteve nesses quase 18 anos sempre atento em defesa da vida com dignidade para o nosso povo”.

Os deputados estaduais, José Adécio (DEM) e Kelps Lima (SDD) e o prefeito de Passa e Fica, Pepeu Lisboa (PMDB), também opinaram sobre o encerramento das atividades (jornal impresso) d’O Jornal de Hoje. De acordo com Rogério Marinho o mais caracterizou o vespertino durante todo o tempo de circulação foi à combatividade e a prestação de serviço ao povo do Rio Grande do Norte.

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