Ex-vice-presidente José Alencar perde luta contra o câncer e morre aos 79 anos, em SP

JOSÉ A O ex-vice-presidente da República, José Alencar, morreu no início da tarde desta terça-feira, 29, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, aos 79 anos, após intensa luta contra o câncer que o acompanhou por quase 14 anos e marcante presença como fiel escudeiro do presidente Lula durante dois mandatos completos (2003-2006 e 2007-2010).

Após longa luta contra o câncer, morreu nesta terça-feira, aos 79 anos, o ex-vice-presidente José Alencar

Dono de personalidade forte e opiniões contundentes, que por muitas vezes iam em direção contrária aos conceitos do governo, como no caso da defesa pela redução da taxa de juros, o empresário que seguiu os rumos da política quando já era milionário se tornou, mais do que um importante apoio a Lula, um símbolo de força, representada por sua luta contra o câncer após seguidas internações e cirurgias.

Casado com Mariza Campos Gomes da Silva, José Alencar deixa três filhos.

Mineiro, de Muriaé, José Alencar Gomes da Silva foi o 11º filho de um total de 15 irmãos. Nasceu pobre (em 17 de outubro de 1931) e trabalhou desde cedo. O primeiro emprego foi de balconista em uma loja de armarinhos aos 14 anos e, aos 18, virou empresário; abriu sua primeira lojinha que vendia um pouco de tudo.

No final de 1959, Alencar entrou para o setor têxtil, assumindo o negócio de um dos irmãos. Oito anos depois, fundava a Companhia de Tecidos Norte de Minas, a Coteminas, em Montes Claros. Hoje, com 11 unidades industriais, as fábricas produzem e distribuem fios, tecidos, malhas, camisetas, meias, toalhas de banho e de rosto, roupões e lençóis, que além do Brasil, abastecem mercados nos Estados Unidos, Europa e Mercosul.

Vida Política

José Alencar deu os primeiros passos na vida política como presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais e vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria. Em 1994, candidatou-se às eleições para o Governo de Minas e, em 1998, disputou vaga no Senado Federal pelo PMDB, elegendo-se por Minas Gerais com quase 3 milhões de votos.

Em 2001, o empresário recebeu convite para ser vice do então candidato à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2002, compôs a chapa com Lula, elegendo-se vice-presidente da República para o período 2003/2006. Atuou também como ministro da Defesa.

No final de 2010, prestes a completar seu segundo mandato como vice-presidente, chegou a ter seu tratamento interrompido devido ao seu estado crítico, que o impediu, inclusive, de comparecer a cerimônia de posse da sucessora de Lula, Dilma Rousseff. (Com informações da Internet).

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