Estados e municípios demonstram preocupação com reajuste do piso salarial dos professores em 2016

Apesar dos aumentos, salários dos professores ainda são baixos (Foto: Reprodução)
O reajuste do piso salarial dos professores em 2016 é motivo de
preocupação tanto para estados e municípios, quanto para os docentes. De acordo
com indicadores nos quais se baseiam o reajuste, divulgados pelo Ministério da
Educação (MEC), os salários iniciais devem aumentar 11,36%, segundo a
Confederação Nacional de Municípios (CNM). Entes federados, no entanto,
discordam do índice e calculam um aumento de 7,41%.
O piso salarial dos docentes é reajustado anualmente, seguindo
a Lei 11.738/2008, a Lei do Piso, que vincula o aumento à variação ocorrida no
valor anual mínimo por aluno definido  no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento
da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
O piso é pago a profissionais em início de carreira, com
formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais. Segundo a CNM, o
governo federal estimou a receita do Fundeb em valor maior do que ela
efetivamente foi, aumentando o percentual do reajuste.
O piso salarial subiu de R$ 950, em 2009, passou para R$
1.024,67, em 2010, e chegou a R$ 1.187,14, em 2011. Em 2012, o valor era R$
1.451. Em 2013, o piso passou para R$ 1.567 e, em 2014, foi reajustado para R$
1.697. Em 2015, o valor era R$ R$ 1.917,78. O maior reajuste foi registrado em
2012, com 22,22%.
Apesar dos aumentos, atualmente, os professores ganham cerca de
60% dos demais salários de outras carreiras com escolaridade equivalente.
A melhora do salário dos professores faz parte do Plano
Nacional de Educação (PNE), lei que prevê a metas para a melhoria da educação
até 2024. Até 2020, os docentes terão que ter rendimento equiparado ao dos
demais profissionais com escolaridade equivalente. (Com informações da
Agência Brasil
).
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