Dados a respeito dos números de infectados com a AIDS no RN são apresentados durante audiência pública na AL

00101Deputada estadual Larissa Rosado puxa o debate durante a reunião (Foto/Reprodução: AL-RN) 

Durante audiência pública realizada na tarde de ontem, 4, na Assembleia Legislativa do RN (AL-RN), representantes do Governo do Estado apresentaram dados a respeito dos números de infectados com a AIDS no Rio Grande do Norte. Na ocasião, foram citados os avanços na prevenção e no tratamento da doença, mas também as dificuldades enfrentadas pelos hospitais que cuidam desses pacientes, além dos problemas enfrentados pelos usuários do sistema de saúde.

Com base nas informações da coordenadora do Programa Estadual DST/AIDS e Hepatites Virais, Sônia Cristina Lins da Silva, o número de casos da doença é maior entre os homens. Dos 3.594 mil casos de AIDS adultos no RN, nos últimos 3 anos, 67% correspondem ao sexo masculino e 33% ao sexo feminino, o que revela uma razão média de 2 casos em homens para 1 em mulheres. A faixa etária mais frequente é a de 30 a 39 anos, porém Cristina chama a atenção para as faixas etárias de 13 a 24 anos e acima de 60 anos por apresentarem um crescimento significativo.

“O RN vem avançando nas ações de enfrentamento ao HIV e Hepatites Virais. Temos focado em algumas ações como capacitação de profissionais, ampliação de diagnóstico precoce, disponibilização de preservativos, qualificação da análise dos dados epdemiológicos, entre outros”, afirmou. Sônia Cristina disse que até 2010, o Estado concentrava atendimento em dois Hospitais, o Giselda Trigueiro e Rafael Fernandes em Mossoró, mas hoje o Estado dispõe de 10 locais de atendimento.

“Houve um avanço significativo, mas é preciso fazer muito mais. Precisamos pautar esse assunto nas escolas e espaços oportunos. Lidar com AIDS não é fácil, pois passa por questões culturais. É um processo de educação permamnetnte. Renovamos o compromisso na implementação de políticas públicas. Vamos reacender essa chama e a esperança de quem quer viver”, declarou.

A diretora geral do Hospital Giselda Trigueiro, Milena Martins disse que, apesar das dificuldades, em 2013 foram registrados alguns avanços no atendimento dos pacientes com AIDS. “Há cerca de quatro anos os usuários vinham sofrendo com a interdição do serviço ambulatorial que fazia o atendimento dos portadores da AIDS. Concluímos uma reforma e oferemos uma melhor condição de trabalho para os servidores e atendimento melhor para os pacientes”, declarou.

Mesmo reconhecendo os avanços do setor, representantes da população que participaram da audiência se queixaram das inúmeras dificuldades enfrentadas pelos pacientes com HIV. Entre as críticas também estava a deficiência na prevenção da doença, como a ausência de distribuição de preservativos em festas, nas periferias e nos postos de saúde. A falta de mobilizações sociais também foi um ponto citado como negativo na luta contra a AIDS. (Com informações da AL-RN).

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