“Chico Lopes” volta a defender projeto que obriga a expedição de receitas legíveis

CHICO LOPES, DA CÂMARA DE AREIA“Chico Lopes” alerta sobre os riscos das receitas médicas ilegíveis

É comum o cidadão chegar numa farmácia com uma receita médica e o atendente gastar minutos preciosos tentando decifrar o nome do medicamento. Para o paciente, então, a tarefa é basicamente impossível. Tudo isso, porque os médicos continuam preenchendo as receitas com letras ilegíveis, verdadeiros “garranchos”.

O assunto já foi tema de debate em todas as esferas, mas até agora nada de concreto foi feito para mudar essa realidade.

Em dezembro de 2009 foi aprovado na Câmara Municipal de Areia Branca um projeto de lei de autoria do vereador Francisco Lopes da Silva, “Chico Lopes” (PTB), que torna obrigatória a expedição de receitas médicas e odontológicas digitadas em computador, datilografadas ou escritas manualmente em letra de forma, nos postos de saúde, hospital, clínicas, consultórios médicos e odontológicos, da rede pública ou privada do município de Areia Branca.

Passados quase dois anos da aprovação da matéria, sem que tenha sido colocada em prática, o vereador “Chico Lopes” está retomando o assunto, alertando sobre a importância da medida que tem como objetivo corrigir um velho (e perigoso) problema causado pela receita médica ilegível.

Segundo o autor, o presente projeto tem como objetivo ainda, sanar as dificuldades encontradas diariamente por dezenas de cidadãos: a ilegibilidade das receitas médicas.

O vereador areia-branquense “Chico Lopes”, que também é advogado, disse que o receituário foi sempre uma das grandes preocupações no balcão das farmácias na vida dos pacientes em geral.

Ele diz que estudos realizados pela Universidade Federal de São Paulo revelam que 24% das pessoas que vão ao médico não sabem o que foi prescrito.

De acordo com a pesquisa, isso é resultado do distanciamento entre o paciente e o profissional de saúde. Mas, além de não entenderem o que foi dito durante a consulta, os pacientes sofrem com outro problema: a dificuldade em entender a letra do médico no receituário.

Não é à toa que, quando alguém tem a caligrafia ruim, dizem que a pessoa tem “letra de médico”. Difícil é encontrar quem nunca tenha tido problemas para decifrar o nome de um medicamento na receita. A tarefa, na maioria das vezes, sobra para farmacêuticos e balconistas, que já estão acostumados aos garranchos dos médicos. Mas até eles reclamam dos rabiscos nas prescrições.

Para o vereador “Chico Lopes”, independentemente do motivo pela qual a maioria das letras de médicos é ilegível, os pacientes são os maiores prejudicados nessa história. “Com o projeto, procuramos justamente reparar essa situação em nível local”, conclui.

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