Cearense pediu demissão do emprego e andou mais de três mil quilômetros na esperança de se encontrar com o papa

17jul2013O peregrino da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Fábio Mateus Feitosa, 38, que saiu a pé de Trairi, no interior do Ceará, no dia 14 de março, um dia após o anúncio da eleição do papa Francisco, em direção ao Rio de Janeiro, chegou ao seu destino depois de percorrer mais de três mil quilômetros por estradas e rodovias do país.

Para Feitosa, que pediu demissão de uma fábrica de cocos onde trabalhava para encarar a caminhada, que completou quatro meses, um sonhado encontro com o pontífice na capital “cada vez mais se torna uma realidade”. O cearense está sendo acompanhado à distância pela equipe do comitê-organizador da JMJ e espera receber um convite do arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, para conhecer o chefe da Igreja Católica.

O fim da peregrinação ocorreu três dias depois da data prevista inicialmente por Feitosa, que, ao sair a pé do Ceará, pretendia chegar ao Rio no dia 15 de julho. Segundo ele, as chuvas e o cansaço foram os fatores que mais atrapalharam: “Eu levei um pouco mais de tempo por causa da chuva e do cansaço. Em Petrópolis, na descida da serra, eu me machuquei um pouco. Tive que parar para descansar e lavar algumas roupas. Ainda estou com um pouco de dor na perna”, disse.

Feitosa pediu demissão de uma fábrica de cocos onde trabalhava para encarar a caminhada que durou quatro meses

Dificuldades

Para Feitosa, caminhar por estradas e rodovias esburacadas, desertas e mal sinalizadas foi o grande “sacrifício” da peregrinação. “As condições das estradas não favorecem. Mesmo caminhando pelo acostamento, sempre tem gente [em referência aos motoristas] passando muito perto. O clima é de insegurança, mas a gente segue em frente”, afirmou.

O peregrino disse ainda ter pego caronas para percorrer alguns trechos, porém apenas em situações nas quais não tinha condições físicas ou mentais para seguir adiante. No dia seguinte, disse o cearense, preocupava-se em retornar ao ponto onde havia pego uma eventual carona para dar sequência à peregrinação.

“Seu eu pegar a carona vou marcar onde eu estou pegando aquele transporte. Depois retorno e faço o percurso a pé. Pode ser que algumas pessoas tenham me visto em algum carro ou caminhão, pois às vezes a condição humana não te permite caminhar, por algum cansaço ou dor. Mas eu sempre volto”, explicou ele. (Com informações do UOL, no Rio).

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