Caso da prefeita eleita que substituiu a mãe-candidata no interior paulista, na véspera da eleição, não tem nenhuma semelhança com Areia Branca

Luana substituiu o pai, Bruno Filho, 23 dias antes da eleição 

A decisão inédita do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo que no último dia 30 invalidou Camila Lima (PR) como prefeita eleita da cidade de Euclides da Cunha Paulista, gerou certa euforia em setores isolados na cidade de Areia Branca. Camila é filha de Maria de Lurdes Teodoro Lima (PMDB), tendo assumido a candidatura no lugar da mãe, barrada pela nova lei de inelegibilidade, horas antes da votação. Lurdes teve o registro de candidatura negado por ter sido condenada por improbidade administrativa por mais de um magistrado, em segunda instância.

O caso de Euclides da Cunha não se aplica a Areia Branca, onde a fisioterapeuta Luana Bruno (PMDB) substituiu o pai então candidato, Bruno Filho (PMDB), na chapa majoritária do sistema governista, vencendo as eleições municipais ocorridas em 7 de outubro passado por uma diferença superior a 1.200 votos.

Diferentemente do que ocorreu em Euclides da Cunha (SP), em Areia Branca o eleitor votou em Luana Bruno, e não no pai, já que era a foto dela que estava lá na urna eletrônica. Sua candidatura foi registrada (foi dada entrada no pedido do registro no final da tarde do dia 14 de setembro) no Cartório Eleitoral da 32ª Zona, 23 dias antes de acontecer o pleito eleitoral. De forma que houve tempo para preparação e distribuição de material publicitário, além de ela fazer quase um mês de campanha nas ruas ao lado da candidata a vice-prefeita, Lidiane Garcia (PSB), realizando caminhadas, carreatas, passeatas e comícios.

No interior paulista, a filha substituiu a mãe-candidata na noite do sábado, véspera da eleição. Na manhã do dia seguinte, 7 de outubro, os eleitores foram às urnas e encontraram lá a foto e o nome da candidata barrada. Um caso totalmente diferente do ocorrido em nível local.

Pelo menos em Areia Branca, em relação ao exposto acima, não há o que se questionar. Qualquer outra interpretação ou comentário ao contrário, é dor de cotovelo de quem perdeu a campanha, é conversa mole de derrotado.

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