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A Governadora Fátima Bezerra projeta disputa de 2026 como central para a democracia

”Candidatíssima ao Senado”, diz Fátima, e reafirma projeto no RN

Ao afirmar, sem rodeios, que é “candidatíssima ao Senado”, a governadora Fátima Bezerra (PT) reafirma publicamente uma pré-candidatura que já vinha sendo construída, mas que ganha novo peso político diante do cenário de incertezas no Rio Grande do Norte e da disputa nacional de 2026. Em declarações recentes, a chefe do Executivo potiguar insere seu projeto eleitoral em uma estratégia mais ampla, ancorada em três eixos: a defesa dos interesses do Estado, o compromisso com a democracia e a necessidade de fortalecer a governabilidade do presidente Lula em um Congresso marcado pela ofensiva da direita e da extrema direita.

“Isso aqui não é um projeto pessoal”, afirmou a governadora, ao sustentar que sua trajetória como servidora, parlamentar e gestora pública seria a base de legitimidade para a nova etapa. Ao rememorar sua atuação no Senado e na Câmara, Fátima resgata marcos como a relatoria do novo Fundeb, a política de valorização dos profissionais da educação, a expansão da rede federal de ensino superior e técnico e, já no governo, a criação dos Institutos Estaduais de Educação Profissional (IERNs) e o fortalecimento da interiorização universitária, com destaque para o campus de Ciências Médicas do Seridó e a perspectiva de implantação do Hospital Universitário em Caicó. Para ela, essa trajetória traduz um “mandato republicano”, voltado a políticas estruturantes e de longo prazo.

A governadora insere sua pré-candidatura em um contexto mais amplo: a disputa pelo Senado como arena decisiva da democracia brasileira. Na sua avaliação, a eleição de 2026 será ainda mais determinante que a de 2022, porque estará em jogo não apenas a continuidade de um governo, mas a consolidação do processo de reconstrução nacional e a proteção do Estado Democrático de Direito diante da ofensiva da extrema direita e de setores conservadores que buscam maioria no Congresso Nacional. “É a Casa dos estados e, ao mesmo tempo, um espaço central para garantir governabilidade e estabilidade institucional”, afirmou, ao citar os ataques às instituições no 8 de janeiro e o histórico de confrontação à Constituição durante o governo Bolsonaro.

Para a governadora, a reeleição de Lula aparece como eixo estruturante. Fátima sustenta que o presidente precisa de uma base congressual sólida para avançar em um projeto de desenvolvimento que combine crescimento econômico, geração de emprego, ampliação da renda e universalização de políticas sociais. Sua eventual ida ao Senado, segundo ela, estaria diretamente vinculada a esse objetivo: ajudar a assegurar maioria parlamentar e condições políticas para que o Executivo federal consolide a reconstrução do país e evite retrocessos institucionais.

No plano estadual, a Fátima confirma a pré-candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado, a governadora reafirma que o PT e a federação de esquerda trabalham para montar chapas competitivas à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados, conscientes de que a correlação de forças local e nacional será decisiva tanto para a transição no Executivo quanto para a disputa majoritária.

Fátima reconhece que a decisão de Walter de não disputar a reeleição e de rever compromissos anteriormente pactuados causou surpresa política, num cenário em que, inicialmente, estava desenhado que ele assumiria o governo e seria o candidato natural à continuidade. A governadora, contudo, faz questão de frisar que o diálogo institucional foi preservado e que os desdobramentos desse processo, inclusive a redefinição das alianças e da condução da transição, serão tratados com maior profundidade em outro momento.

Ao se colocar como “candidatíssima ao Senado”, Fátima Bezerra não apenas antecipa sua posição na corrida de 2026, mas delimita o sentido político dessa disputa: uma eleição que, em sua leitura, extrapola a lógica local e se insere na batalha nacional pela democracia, pela governabilidade e pela consolidação de um projeto de desenvolvimento com inclusão social. A afirmação, longe de ser retórica, sinaliza que o Rio Grande do Norte pretende ocupar um lugar estratégico no embate que definirá os rumos do país no próximo ciclo político.

Fotos: Divulgação 

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