Arrendamento de embarcações que estão paralisadas há meses interessa aos sindicatos e empresários da região

FROTA BARCAÇAS OK OK OKBarcaças permanecem atracadas do cais, há três meses

Desde julho passado as barcaças Osmundo Faria, Dix Sept Rosado e Antônio Florêncio estão atracadas no Cais Tertuliano Fernandes, sem operar. As tripulações foram dispensadas este mês. Eram mais de 50 marítimos que agora lutam na Justiça do Trabalho para receber os salários de setembro e os dias trabalhados em outubro, além dos demais direitos trabalhistas.

As embarcações, próprias para transporte de sal, pertencem à Frota Oceânica e Amazônica S/A e eram administradas, em forma de arrendamento, pela empresa Salinas do Nordeste Ltda. (Salinor).

Até agora não se sabe qual será o destino das três embarcações, cuja paralisação já causou prejuízo superior a R$ 1,3 milhão somente em arrendamento, levando em consideração que o aluguel mensal de uma dessas barcaças, que tem capacidade para transportar até 1.500 toneladas de sal cada uma, é em torno de R$ 150 mil.

Em Areia Branca, a Salinor como arrendatária das barcaças da Frota Oceânica não existe mais. Ou melhor, existe como empresa, mas por meio da sua subsidiária Navenor.

Na quarta-feira, 17, o empresário Augusto Fragoso Pires, filho do dono do Grupo Fragoso Pires, que é proprietário das três barcaças, esteve em Areia Branca para tratar da questão trabalhista dos ex-funcionários das barcaças, que foram demitidos recentemente.

Aos sindicalistas da área marítima e aos ex-funcionários da empresa, Augusto Fragoso Pires deu uma má notícia: a empresa não tem caixa para pagar mais nada. Com isso, o empresário deixou claro que a única maneira das barcaças permanecerem operando em Areia Branca seria o arrendamento por parte de empresas locais ou da região.

Sindicalistas da área marítima disseram que têm interesse de adquirir o direito de operar com as barcaças no transporte de sal. Seria uma forma de assegurar os empregos dos marítimos que foram dispensados pela empresa, bem como quitar as pendências trabalhistas. O arrendamento envolveria os Sindicato dos Mestres e Contramestres, dos Aquaviários de Máquinas e dos Marinheiros e Culinários.

Além desses sindicatos, a própria Navenor tem interesse em incorporar as três barcaças à sua frota local, além de outras empresas que lidam com o setor salineiro, tanto em Areia Branca como em Mossoró. Há três meses as embarcações estão sem operar.

Atualmente operam no transporte de sal para o Terminal Salineiro de Areia Branca cinco embarcações pertencentes às empresas Navenor, HB Navegação e Sermapra. Apesar da desativação das barcaças da Frota Oceânica ter significado uma baixa considerável para o setor, o estoque de sal a granel no Porto-Ilha tem se mantido na média.

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