Como parte de um processo de reorganização administrativa, contenção de despesas e adequação dos gastos com pessoal diante da queda nas receitas do município, a prefeita de Macau, Flávia Veras, conhecida como Flavinha Veras (PDT), determinou a exoneração de aproximadamente 250 ocupantes de cargos comissionados da administração municipal.
A medida, por meio da Portaria nº 611/2026 de 3 de novembro, não atingiu a totalidade dos postos de confiança. Foram mantidos ou renomeados secretários municipais, secretários adjuntos, além de ocupantes de cargos técnicos e funções essenciais (como na Procuradoria e setores vitais para o funcionamento da máquina pública).
A exoneração ocorre em meio a críticas e apreensão de servidores e sindicatos locais, após o anúncio de que comissionados e terceirizados de áreas como Saúde, Educação e Assistência Social enfrentam dificuldades ou indefinições no calendário de pagamentos.
A saída em massa de comissionados e a indefinição sobre os terceirizados afetou o fluxo diário de atendimento ao público em postos de saúde, escolas e centros de assistência social (Cras).
Para evitar o colapso total da máquina pública, a prefeitura publicou portarias subsequentes de renomeação em caráter emergencial. No mesmo período, foram emitidos atos para recompor parte dos quadros de confiança específicos da Secretaria Municipal de Educação (Portaria nº 617/2026) e da Secretaria Municipal de Saúde (Portaria nº 618/2026).