“A greve na Uern não acabou”, afirma Aduern em nota divulgada nesta terça-feira

00Em nota, Aduern afirma que sem proposta a greve continua (Foto: Reprodução)

A greve da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) não acabou. É o que diz a Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Aduern) por meio de nota à comunidade divulgada nesta terça-feira, 25. O comunicado é em resposta à notícia veiculada ontem, 24, pela assessoria de comunicação da Reitoria, dando a entender que o impasse havia chegado ao fim.

Diz a nota da Aduern, divulgada hoje:

A greve na UERN foi deflagrada no dia 25 de maio, sendo o resultado do descumprimento de um acordo estabelecido pelo reitor e o governo do estado com a categoria docente.

Nestes mais de 90 dias, embora a greve já tenha surtido alguns efeitos positivo, como a retomada das obras paralisada nos campi, até agora  os docentes receberam da reitoria e governo do estado apenas propostas evasivas, sem garantia real do cumprimento do acordo.

Não bastasse a ansiedade da comunidade acadêmica que espera o final da greve, ontem a assessoria de comunicação da reitoria divulgou a notícia de que o impasse chegara ao fim. Essa notícia, sem fundamento, levou a especulações e criou falsas expectativas na comunidade acadêmica.

Aos comandos de greve o reitor informou hoje que havia protocolado uma minuta de projeto lei no gabinete civil, e que esta ainda precisa ser aceita pelo governo e enviada à Assembleia Legislativa para ser aprovada. Nada há de concreto, nem sequer um compromisso oficial do governador.

Portanto não foi apresentada aos sindicatos uma proposta que motive a convocação de uma assembleia, tampouco o fim do movimento paredista.

Sem proposta a greve continua, e isso é fato.

Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – ADUERN.

Reação da Uern

0“Não foi negociado nada diferente do que os Sindicatos tinham aprovado”. A declaração é do reitor Pedro Fernandes e foi dada na manhã desta terça-feira, 25, às diretorias da Associação dos Docentes (Aduern) e do Sindicato dos Técnicos Administrativos (Sintauern) sobre o encaminhamento da campanha salarial.

O reitor explicou que entregou levantamento contábil ao consultor geral do Estado, Eduardo Nobre, assegurando a reposição de 12,035 % a partir de maio deste ano. “Mostramos a economia real que foi feita, sem implicar no orçamento”, completou. Como a primeira parcela já estava assegurada no levantamento contábil, o consultor Eduardo Nobre observou que as outras 3 parcelas negociadas deveriam ficar asseguradas em Lei, evitando, assim, novas negociações, nos próximos anos, dentro do que já havia sido acordado. A administração da UERN esclareceu que a reposição para o período de 2016 a 2018 está incluída no Plano Plurianual (PPA).

A minuta do projeto foi entregue à secretária-chefe de Gabinete Civil, Tatiana Mendes, logo depois da reunião com o consultor. O reitor Pedro Fernandes esclareceu que não foi definido prazo para envio do projeto à Assembleia Legislativa pelo Executivo. O que de novo teve nas negociações foi o entendimento de que poderá haver substituição na folha de pessoal, sem comprometimento do orçamento e a entrega da minuta para o projeto de lei.

Em respeito à comunidade acadêmica, a Agência de Comunicação da Uern (Agecom) reitera as informações que foram divulgadas no portal da instituição. Em nenhum momento a matéria trata do fim da greve. O fim do impasse a que se refere o material jornalístico é que, até então, não havia consenso. A alternativa para o atendimento da reposição salarial foi apontada na última sexta-feira em reunião com o governador Robinson Faria. O próprio governador postou na sua conta pessoal do Instagram que, depois de uma reunião comandada pelo reitor Pedro Fernandes, havia sido encontrada uma solução legal para o fim da greve com boas perspectivas, o que ocorreu na reunião com o consultor geral do Estado.

Em nenhum momento a intenção foi distorcer os fatos. A compreensão de que a informação transparente é um direito da sociedade potiguar que mantém a Uern fez com que todos os momentos de negociação com os sindicatos, Ministério Público, parlamentares e governo do Estado fossem divulgados.

Por entender que, como acontece em toda paralisação, o fim da greve da Uern só pode ser decidido em assembleia dos professores e técnicos administrativos, é que a matéria não fez qualquer referência à condução nesse sentido. (Com informações da Agecom / Uern).

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