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A cerimônia contou com a presença da viúva do homenageado, Edith Souto (Foto: Divulgação/Fiern)

Siesal homenageia Francisco Ferreira Souto Filho no dia em que completaria 100 anos

O Sindicato da Indústria da Extração do Sal do Estado do Rio Grande do Norte (Siesal-RN) prestou uma homenagem ao industrial Francisco Ferreira Souto Filho, dando o nome dele à sala-sede do sindicato, localizada na Casa da Indústria do Oeste Potiguar, em Mossoró. A homenagem aconteceu nesta sexta-feira, 7, data em que Soutinho, como era conhecido, completaria 100 anos.

Soutinho é uma das figuras mais emblemáticas da história da indústria salineira potiguar e foi um dos fundadores do Siesal-RN. A cerimônia contou com a presença de sua viúva, Edith Souto, e do 1º vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), Francisco Vilmar Pereira, que representou o presidente da entidade, Roberto Serquiz, no evento.

Em mensagem, Roberto Serquiz destacou a importância da homenagem. “Parabéns ao presidente Airton pela justa homenagem a Soutinho, que agora dá nome à sala do Siesal-RN na sede da Fiern, em Mossoró. Uma bela homenagem à memória e ao legado de Soutinho”.

O presidente do Siesal-RN, Airton Torres, ressaltou o significado simbólico da data e o legado deixado pelo antecessor. “Queremos ter conosco sempre viva a imagem dele, o seu exemplo e a sua dedicação à indústria salineira nacional. Por isso e muito mais homenageamos esse grande industrial norte-rio-grandense”.

Sobre Soutinho

Francisco Ferreira Souto Filho nasceu em Areia Branca no dia 7 de agosto de 1926. Sua trajetória se confunde com a própria história da indústria salineira no Rio Grande do Norte. Abandonou o curso de Direito para assumir os negócios da família, que na época consistiam em fazendas, ações e salinas na região Oeste do Estado, nas cidades de Areia Branca, Grossos e Mossoró.

Em 1953, participou ativamente da fundação do Siesal e foi eleito o primeiro presidente da entidade, sendo reconduzido ao cargo por mais de seis décadas. Deixou o posto apenas em 2020. Seu sucessor, Airton Torres, o descreve como um exemplo para o setor empresarial.

Soutinho também foi um dos membros fundadores da Fiern e integrou a Associação Brasileira de Extratores e Refinadores de Sal por mais de 40 anos.

Sua atuação como empresário lhe rendeu inúmeras homenagens ao longo da vida. Em maio de 2010, foi agraciado com a Ordem do Mérito Industrial, concedida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) — a mais alta comenda da indústria brasileira. Em 2021, foi homenageado pela Fiern com a “Medalha do Mérito Industrial Walter Byron Dore”, concedida anualmente a quem se destaca como apoiador e incentivador do progresso da indústria do Rio Grande do Norte.

Em 1976, casou-se com Edith Fernandes Souto, que em 2011 lançou a biografia “Trabalhar e viver o que puder”, em parceria com Jacques Cassiano Fernandes Vidal, narrando os principais momentos da trajetória de vida do empresário. O livro foi lançado em solenidade na sede da Federação das Indústrias.

Soutinho faleceu em 24 de fevereiro de 2022, no Hospital Wilson Rosado, em Mossoró.

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