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Prefeito Souza Neto com a cadelinha "Lola", adotada na Feira de Adoção realizada em março (Foto: Reprodução/Instagram)

Prefeito Souza mostra “Lola” e incentiva adoção, enquanto mais de 3 mil cães perambulam pelas ruas da cidade

Em Areia Branca, estima-se que mais de 3 mil cães abandonados perambulam pelas ruas da cidade. Nas zonas urbana e rural do município uma cena se mostra comum, independente da localidade: animais, em especial cães, circulam livremente.

Sem donos, eles vagam dia e noite pela cidade à procura de água, comida ou, simplesmente, de alguém que lhes dê um pouco de atenção. Esse cenário, além de doloroso para os animais, representa um grave problema de saúde pública para o município.

Apesar da gravidade da situação, a prefeitura não tem uma estimativa do número de cães de rua que a cidade abriga. Profissionais da saúde com quem o portal manteve contato, afirmam que os riscos são grandes para a população. Segundo eles, os riscos envolvem as zoonoses, acidentes, tanto envolvendo veículos e motocicletas, quanto os acidentes causados diretamente pelos animais, mordeduras e demais agravos.

Enquanto isso, o prefeito Manoel Cunha Neto, “Souza” (União Brasil), usou suas redes sociais para “apresentar” aos internautas a cadela “Lola”, que diz ter adotado em março deste ano, durante a Feira de Adoção do Sempre Mais Atacado, empreendimento supermercadista da cidade, que realizou a ação em parceria com defensores da causa animal e algumas marcas de rações para cães e gastos.

O prefeito adotou “Lola” ainda filhote, para incentivar a campanha de adoção de animais domésticos lançada durante a feira. Mas embora louvável, a iniciativa está longe de ter como foco a retirada de milhares de cães vadios que povoam os quatro cantos da cidade.

Um dos agravantes da situação, é a ausência de políticas públicas eficientes. Na teoria, a gestão está atuando para buscar uma alternativa para o problema. Só na teoria, porque na prática, é zero.

Cães buscam abrigo nos canteiros centrais das vias públicas da cidade

Diante do atual quadro presenciado pela população no dia a dia, o mais viável seria a destinação de um local (abrigo) para colocar os cães retirados das ruas. Mas a prefeitura já deixou claro que enfrenta dificuldades financeiras e falta de recursos para manter resgates, alimentação, medicamentos, castrações e tratamentos veterinários. Pretende enviar um projeto à Câmara Municipal para fins de dotação orçamentária para desenvolver um programa voltado para a causa animal.

Enquanto a proposta não sai do papel, a prefeitura poderia reduzir muito o número de animais com mutirões de castração e conscientização da população. Os animais nas ruas passam maus-tratos, fome, sede. Muitos adoecem, não são tratados devidamente e colocam em risco a saúde e o bem-estar dos areia-branquenses.

Mais cachorros na calçada de um estabelecimento comercial em frente ao mercado público
Animais de grande porte também perambulam pela cidade

Fotos: Luciano Oliveira 

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