Luciano Oliveira - [email protected]

Novas diretrizes do SUS e reconhecimento legal fortalecem assistência e qualidade de vida de pacientes (Foto: Reprodução)

Fibromialgia: novas diretrizes do SUS ampliam diagnóstico e tratamento da doença no Brasil

O Governo Federal anunciou, no final do mês passado, um conjunto de medidas para ampliar a visibilidade e o tratamento da fibromialgia, síndrome que atinge de 2,5% a 5% da população brasileira. Segundo especialistas, a doença provoca dor generalizada, fadiga, distúrbios de sono e alterações cognitivas, afetando principalmente mulheres entre 30 e 50 anos. Com informações do Portal O Poti.

“O diagnóstico é puramente clínico, é o paciente contando para o seu médico o que ele sente e o médico reconhecendo os sintomas típicos da fibromialgia. Depois, é importante que se faça um bom exame físico, porque o paciente com fibromialgia pode ter outras doenças”, explica o reumatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, José Eduardo Martinez.

A fibromialgia não possui exames específicos, e o acompanhamento deve ser feito por um reumatologista ou, quando necessário, na atenção primária à saúde, em Unidades Básicas de Saúde. Entre os sintomas mais comuns estão: dor constante no corpo, fadiga, formigamento nas extremidades, distúrbios do sono, sensibilidade ao toque e alterações de humor e cognitivas.

Em janeiro de 2026, com a sanção da Lei 15.176/2025, a fibromialgia passou a ser reconhecida como deficiência, permitindo acesso a direitos como cotas em concursos, isenção de impostos na compra de veículos adaptados, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença e Benefício de Prestação Continuada (BPC), quando a condição comprometer a capacidade de trabalho.

Além disso, o Ministério da Saúde lançou em fevereiro um planejamento estruturado para o tratamento da fibromialgia pelo SUS, incluindo capacitação de profissionais e oferta de abordagem multidisciplinar com fisioterapia, apoio psicológico, terapia ocupacional e incentivo à prática de atividade física.

“Alguns pacientes desenvolvem ansiedade e depressão. Provavelmente o médico reumatologista precisa do apoio de outros profissionais, seja o psiquiatra, seja o psicólogo, que trabalhem juntos, que conversem, por exemplo, um psiquiatra que converse com o reumato sobre os remédios, para não haver interação”, complementa Martinez.

As novas diretrizes reforçam a importância de tratamentos não farmacológicos, considerados tão essenciais quanto os medicamentos que regulam a percepção da dor. O objetivo é melhorar a qualidade de vida de quem convive com a doença e ampliar o acesso a serviços especializados no Sistema Único de Saúde.

Compartilhe:

guest

0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments

publicidade