Não era um show com artistas de fora. Não era uma festa com estrutura importada. Era Serra do Mel contando a própria história, com as próprias mãos, a própria voz, o próprio povo.
O Auto da Serra trouxe consigo o que nenhum cachê consegue comprar.
Com aproximadamente 200 atores, todos moradores do município, o espetáculo percorreu a trajetória de Serra do Mel desde o seu nascimento até os dias atuais. Cada cena, uma memória. Cada ator, um vizinho. Cada aplauso, um reconhecimento de quem sabe que aquela história também é sua.

“Isso é o que a cultura faz de mais poderoso, ela transforma quem viveu a história em quem a conta”, disse o secretário municipal de Cultura, Huenderson Azevedo. “O Auto da Serra não é um evento. É um ato de identidade”.
Para o prefeito Kênio Azevedo (PP), o espetáculo vai além do entretenimento. “Meu povo precisa saber de onde veio para entender para onde vai. Quando a gente vê 200 pessoas do nosso município subindo num palco para contar essa história, a gente entende o tamanho do que foi construído aqui”.

Numa época em que cidades disputam atenção com conteúdo descartável, Serra do Mel escolheu o caminho oposto, o do que é insubstituível. Não há como copiar 200 moradores que viveram o que estão encenando. Não há como terceirizar memória.
Serra do Mel é uma cidade que não precisa importar cultura porque já tem a sua, viva, em cena e de pé.








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