21 municípios da II Ursap apresentam médio risco de transmissão da Doença de Chagas

Roberto Paiva (camisa azul) dá dicas como prevenir a Doença de Chagas (Foto: Divulgação)

Dos 26 municípios da jurisdição da II Unidade Regional de Saúde Pública (II Ursap), com sede em Mossoró, 21 apresentam médio risco de transmissão da Doença de Chagas. Os municípios são: Angicos, Assu, Apodi, Alto do Rodrigues, Baraúna, Campo Grande, Caraúbas, Carnaubais, Felipe Guerra, Fernando Pedroza, Governador Dix-Sept Rosado, Itajá, Ipanguaçu,Janduís, Messias Targino, Mossoró, Paraú, Pendências, São Rafael, Triunfo Potiguar e Upanema.

Apresentam baixo risco de transmissão da Doença de Chagas os municípios de Areia Branca, Serra do Mel, Porto do Mangue, Grossos e Tibau. Em 2018 foram capturados 503 barbeiros

Segundo o coordenador do Programa de Controle da Doença de Chagas da II Ursap, Roberto Paiva, no ano passado, 12 pacientes crônicos portadores de Doença de Chagas compareceram a II Ursap para receber a medicação. Para as pessoas na fase crônica, a indicação desse medicamento depende da forma clínica e deve ser avaliada caso a caso.

“A doença de Chagas (ou Tripanossomíase americana) é a infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Apresenta uma fase aguda (doença de Chagas aguda – DCA) que pode ser sintomática ou não, e uma fase crônica, que pode se manifestar nas formas indeterminada, cardíaca, digestiva ou cardiodigestiva”, disse Roberto Paiva.

“O Tripanosoma cruzi. cai na corrente sanguínea e, numa primeira fase afeta os gânglios, o fígado e o baço. Depois, ele se localiza no coração, intestino e esôfago. Esses três últimos são os órgãos que mais padecem, porque o parasita se instala na musculatura e promove lesões graves”, informa Roberto Paiva.

“Quando o morador encontrar triatomíneos no domicílio não deve esmagar, apertar, bater ou danificar o inseto; proteger a mão com luva ou saco plástico; os insetos deverão ser acondicionados em recipientes plásticos, com tampa de rosca para evitar a fuga, preferencialmente vivos e as amostras coletadas em diferentes ambientes (quarto, sala, cozinha, anexo ou silvestre) deverão ser acondicionadas, separadamente, em frascos rotulados, com as seguintes informações: data e nome do responsável pela coleta, local de captura e endereço”, alerta o coordenador do Programa de Controle da Doença de Chagas da II Ursap, Roberto Paiva.

Maneiras de prevenir a doença de Chagas

Tamponamento de rachaduras e frestas de sua casa; melhorar habitação, através de reboco; impedir a permanência de animais, como cão, o gato, macaco e outros no interior da casa; evitar montes de lenhas, telhas ou outros entulhos no interior e arredores da casa; construir galinheiro, paiol, tulha, chiqueiro, depósito afastado das casas e mantê-los limpos; retirar ninhos de pássaros dos beirais das casas e difundir junto aos amigos, parentes, vizinhos, os conhecimentos básicos sobre a doença, vetor e sobre as medidas preventivas. A melhor forma de prevenção é o combate ao inseto transmissor.

Os moradores devem encaminhar os insetos suspeitos de serem “barbeiros”, para a Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró ou para o Laboratório de Entomologia da II Ursap na Rua Dr. João Marcelino ,S/N, bairro Nova Betânia, Mossoró-RN. (Com informações Abdias Duque de Abrantes – Assessor de Comunicação Social II Ursap).

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